Textos acerca do negro na midia como construção de imagem
por Profª Maria José Caldas - domingo, 25 julho 2010, 11:52
do curso Negro pós abolição- gpeconline
http://www.espacoacademico.com.br/031/31ctavares_freitas.htm
http://www.overmundo.com.br/overblog/a-imagem-do-afrodescendente-na-publicidade
http://www.ceao.ufba.br/livrosevideos/pdf/de%20olho%20na%20cultura_cap10.pdf
por Rosemary Gomes - quarta, 28 julho 2010, 13:24
Li o texto:"Algumas cosiderações acerca da importância da Ação afirmativa na/para Midia Brasileira",e lembrei de como foi polemica aquele ano em que a Universidade do Rio de Janeiro teve que oferecer as cotas raciais por conta da Lei em 2001.Muitas discussões e de lá pra cá conseguiram fazer a cabeça de muita gente no sentido contrário as cotas.
Projeto Lei do deputado Paulo Pain também super importante para se melhorar ,dando maior visibilidade ao negro .Vejo como dito no texto que os empresários perceberam um grande mercado,mas os proprios grupos do movimento negro falavam disto ,que os negros também compram.Existe muito a melhorar .Existe um preconceito impregnado ,onde a midia mostra uma incapacidade de renovação de padrões estéticos dominantes.Isto eu pensava muito quando assistia a tv record e o concurso do Beleza na favela.
O outro texto " A imagem do Afrodescendente na Publicidade",tive vontade de viajar fazendo uma leitura em cada estado ,pois fiquei lendo os comentários das pessoas sobre o texto ,onde também reforçavam o texto falando da imagem da bahiana ou do capoeirista e em Recife o embranquecimento é muito mais forte.
No Rio de janeiro em 1746 ,temos a primeira tipografia ,fundada pelo portugues Antonio Isidoro Fonseca ,que foi fechada no ano seguinte,por lei sendo que foi considerada por historiadores o primeiro jornal ,pois em 1808 tivemos a Imprensa Regia depois Imprensa Nacional porém a tipografia era em Londres onde faziam também o Correio Brasiliense (1808/1822).
Qual era o espaço do negro ?Apenas para difundirem ideais racistas e preconceituosos ,que no outro texto complementar que fala das teorias raciais (Unicamp) esclarece um pouco mais sobre as idéias dos cientistas que ajudavam a aumentar o racismo ,para vender escravos ,para capturar negros oferecendo recompensas enfim somente para denegrir a imagem do negro.
Como a luta pela abolição vamos ter algumas pessoas escrevendo em favor do negro e pela abolição, Francisco de Paula Brito ,em 14/9/1833 funda o jornal "O homem de cor". Temos também O Clarim da Alvorada (6/1/1824) que foi muito importante ,e A voz da Raça (18/9/1833 até 1937) e Quilombo.
Outro "negro em cena" foi Abdias Nascimento (1914) netos de Africanos escravizados ,que chega a ser Professor Emérito da Universidade de Nova York, Doutor Honoris Causa pela Universidade do Rio de Janeiro e também na Universidade da Bahia , em 1968 fundou o Museu de Arte Negra, em 1944 fundou a Frente Negra Brasileira,eu fico só imaginando tudo o que ele deve ter passado , com certeza tinha uma força,determinação ,coragem ,auto estima ,para conseguir tudo isto .
Depois o texto vai tratar das Revistas ,eu devo confessar que só li a revista Raça Brasil,criada pelo Jornalista Aroldo Macedo,pois sempre gostei de mostrar imagens que fortalecesse a auto imagem da minha filha,aliás até uma cabeleleira amiga nossa que fazia cursos se especializando em cabelo Afro (o tal do embranquecimento tão destacado nos textos) não se tocou que nas paredes do salão dela só haviam mulheres brancas,foleando revistas que ela tinha no salão como a Raça Brasil eu sugeri a inclusão de negras para que as negras que ela estava atendendo pudesse se identificar com as imagens .As outras revistas citadas "Ébano , Da Rua , Raízes eu não conheço mas penso que são muito importantes para que a sociedade veja o negro com um outro olhar ,um olhar mais positivo.
A televisão ,forma muito importante de se propagar idéias e fazer a cabeça do povo,que teve sua primeira transmissão em Londres (1926),aqui no Brasil em 1950 com o canal 4 (tv tupi).Temos então algumas novelas que desde 1964 até hoje mostrou o negro em papéis de escravos , empregado , preguiçoso,moleque de recado,sempre alimentando a idéia de que o negro era inferior e a negra sensual que ameaçava a harmonia familiar,tivemos algumas novelas que o negro surge como politico (corrupto),enfim o negro em outras situações ,mas temos muito o que melhorar ainda.
Este texto fecha falando sobre o Cinema em que durante o I Congresso Nacional do Cinema ,fazem uma proposta de modelo de filme que refletisse a realidade do país,mas eu penso que a realidade do país não é só essa temos tanta coisa boa acontecendo feita por negros e que ninguém da visibilidade.
Bem o papel da midia na discussão étnico racial é muito importante porém os espaços são poucos .Não li neste texto nada sobre o "Negros em foco",um programa muito bom produzido pela Faculdade Zumbi dos Palmares e alguns programas da tv cultura também que mostram a cultura Hip Hop mas eu gostei muito pois é muito rico em detalhes e informações.
Postarei neste blog assuntos de meu interesse desde textos sobre assuntos atuais até artesanato.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Textos para ler e entender a questão negra
A Questão Negra
http://direitos_humanos.sites.uol.com.br/negros.htm
Texto
CAETANA - UMA ESCRAVA
Mulheres Negras
http://www.bdtd.ndc.uff.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1448
http://www.ciranda.net/spip/article1156.html
http://www.bancocultural.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=3313&Itemid=80
http://sapatariadf.wordpress.com/2009/03/26/desafios-para-as-mulheres-negras-em-2009/
http://direitos_humanos.sites.uol.com.br/negros.htm
Texto
CAETANA - UMA ESCRAVA
Mulheres Negras
http://www.bdtd.ndc.uff.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1448
http://www.ciranda.net/spip/article1156.html
http://www.bancocultural.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=3313&Itemid=80
http://sapatariadf.wordpress.com/2009/03/26/desafios-para-as-mulheres-negras-em-2009/
Dicas da Profª Maria José Caldas de história do Negro pós Abolição (gpeconline)
"Ninguém nasce odiando outra pessoa
pela cor de sua pele,
ou por sua origem, ou sua religião.
Para odiar, as pessoas precisam aprender,
e se elas aprendem a odiar,
podem ser ensinadas a amar,
pois o amor chega mais naturalmente
ao coração humano do que o seu oposto.
A bondade humana é uma chama que pode ser oculta,
jamais extinta".Nelson Mandela
Dândi Negro
Por Petrônio Domingues
Filho de ex-escravos nascido no fim do século 19, Lino Guedes destacou-se como jornalista, escritor e ativista político, respeitado entre a sociedade intelectual paulista.
É comum pensar que o negro depois da abolição da escravatura ? 13 de maio de 1888 ? ficou completamente a deriva, excluído do mercado de trabalho e da vida nacional. O retrato completo dessa explicação aponta para um negro anômalo: desempregado ou realizando serviços braçais, analfabeto, desarticulado social e politicamente, despreparado para o mundo civilizado e a vida moderna e, por fim, soterrado em seu complexo de inferioridade. Essa explicação esquemática, simplista e reducionista tem sua parcela de verdade, mas não é tudo que pode (e deve) ser dito acerca do destino dos ex-escravos e de seus descendentes. A história é mais complexa, multifacetada, contraditória e rica de fatos, cenários, personagens e contextos do que se imagina.
Além dos negros que ficaram marginalizados ? que por sinal foram muitos ? houve aqueles que também ascenderam social e culturalmente, destacando-se em profissões de prestígio, sendo reconhecidos em ambientes letrados e respeitados pelos mais diferentes extratos da sociedade. Um desses casos foi Lino de Pinto Guedes ? comumente conhecido como Lino Guedes ? nascido na cidade de Socorro, interior de São Paulo, em 24 de junho de 1897. Seus pais eram dois ex-escravos que levavam uma vida humilde e pacata. Quando recém-nascido perdeu o pai, o que fez com sua mãe ficasse responsável pela educação dele e de sua irmã, Gracinda Guedes. Com parcos recursos materiais, recebeu ajuda do ?coronel? Olympio Gonçalves dos Reis, um dos líderes políticos mais poderosos da cidade. Foi a partir dessa relação paternalista de ?proteção? e dependência desse coronel que Guedes conseguiu ingressar na escola, num período em que não era fácil arcar com as despesas dos estudos em que vários estabelecimentos de ensino de São Paulo (e de outros lugares do país) se recusavam a matricular crianças negras.
Depois de ter concluído o equivalente ao atual ensino fundamental, mudou-se para a cidade de campinas em 1912, a fim de dar continuidade aos estudos na escola normal e tornou-se professor. Na nova cidade, ampliou seu círculo de amizades, passou a freqüentar novos ambientes e descobriu outros horizontes culturais. Como resultado, desistiu da carreira de docente e assumiu a sua verdadeira vocação: o jornalismo. Seu primeiro emprego foi no jornal Diário do Povo, onde foi contratado como revisor auxiliar. Em seguida trabalhou no Correio de Campinas como revisor-chefe e na redação do Correio Popular.
Militância Escrita
Paralelamente ao trabalho na grande imprensa, dedicou-se a militância em defesa da ?classe dos homens de cor? (como se falava na época). Afinal, um de seus grandes sonhos era ver a elevação moral, social e cultural desse segmento populacional. Munido de muita disposição de luta e de um discurso cada vez mais racializado, freqüentou grêmios recreativos e eventos sociais da comunidade negra e, principalmente, engajou-se obstinadamente na chamada imprensa negra ? jornais criados por e para os afro-brasileiros. O primeiro desses jornais a contar com sua colaboração foi A União, em 1915, quando Guedes dava os primeiros passos na profissão. Em companhia de Gervásio de Morais e Benedito Florêncio, fundou o Getulino em 1923. vale ressaltar que, em termos de militância, sua grande inspiração foi o abolicionista negro Luis Gama, conhecido pelo apelido de Getulino. Foi, aliás, para homenageá-lo que Guedes convenceu os companheiros a escolher a alcunha como título do novo jornal. Mas esse, assim como outras publicações do gênero, não teve vida longa. Três anos depois Getulino encerrou suas atividades.
Tudo indica que Guedes passou a achar a cidade de campinas pequena para suas ambições pessoais e profissionais, por isso transferiu-se para a capital paulista ainda em 1926. Começou a trabalhar no Jornal do Comércio, tendo atuado, até o fim de sua vida, em vários órgãos da imprensa escrita: O Combate, A Razão, Correio Paulistano e, por último, Diário de São Paulo, no qual por vários anos chefiou o seu departamento de revisão. Essas várias mudanças de emprego podem evidenciar o quanto Guedes era respeitado e transitava no meio jornalístico de São Paulo, não lhe faltando oportunidade de trabalho.
Em São Paulo deu continuidade à sua militância em defesa dos direitos dos negros, participando de associações recreativas e reuniões sociais da comunidade negra, até que, em 1928 colaborou com Argentino Celso Wanderley na fundação do Progresso, jornal cujo objetivo declarado era angariar recursos para a construção de uma herma à Luis Gama. Nele, Guedes procurou convencer seu público leitor que suas propostas em prol da ascensão do negro eram as melhores. Baseavam-se num discurso moralizador, nacionalista, de valorização da raça, da educação formal e da cultura ocidental.
Declínio e Literatura
Devido a seus posicionamentos político-ideológicos, entrou em divergência com algumas das principais lideranças afro-paulistas. Fora acusado de ser arrogante, personalista e elitista, em descompasso com os anseios da maior parte da população negra. O fato é que, se, na época de sua chegada a capital, Guedes foi elogiado, depois passou a ser criticado, o que o fez perder cada vez mais espaço no movimento associativo da ?classe dos homens de cor?.
Simultaneamente a carreira profissional e ao engajamento político, ele também se dedicou ao mundo da literatura. Sua paixão era a poesia. E, ao traduzir em linguagem poética, seus desejos, sonhos, expectativas, alegrias e frustrações, Guedes notabilizou-se por escrever, o que foi denominado na literatura negra ? uma literatura produzida por afro-brasileiros voltada a tratar de suas questões. Suas primeiras poesias foram publicadas nos jornais da imprensa negra, tanto em Campinas quanto em São Paulo. Em 1924 publicou o livro Luís Gama e sua Individualidade Literária, como forma de render, mais uma vez, tributo ao seu maior ídolo. Dois anos depois deu-se o lançamento de Black, seu primeiro livro de poesia.
Segundo o prefaciador de uma de suas obras, ele escreveu o primeiro livro intrinsecamente getulino no Brasil, ou seja, um livro em nome da e para a comunidade negra. Essa opinião é de certa forma compartilhada por David Brookshaw, para quem Lino Guedes foi o primeiro poeta negro do Brasil a experimentar a alma de seu povo.
Texto publicado originalmente na revista Desvendando a História, no. 19
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=999
http://www.capoeirageraisantoniodias.com.br/historia_historico.htm
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-83332006000100014
Origens da roça negra
Comunidades negras rurais se multiplicaram em várias regiões mesmo depois de acabada a escravidão. A diversidade do fenômeno força uma revisão da idéia de quilombo
Flávio Gomes e Antonio Liberac C. S. Pires
http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=1297
Aprendendo a ser
Lea Rocchi Sales
negro: reinterpretações acerca da identidade étnica em São Cristóvão-MA
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da
Universidade de Brasília como requisito parcial para obtenção do título de mestre.
http://vsites.unb.br/ics/dan/Dissertacao226.pdf
No Brasil poucos são os trabalhos que retratam a condição do negro no pós-abolição. Deixo aqui links para que se possa fazer um embasamento téorico:
http://www.uss.br/web/arquivos/textos_historia/Carlos_Eduardo_Costa_Campesinato_Negro_no_PosAbolicao.pdf
http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/Topoi08/topoi8a5.pdf
http://www.uesc.br/eventos/cicloshistoricos/anais/adriana_silva_santos.pdf
http://www.abep.nepo.unicamp.br/encontro2008/docsPDF/ABEP2008_1269.pdf
http://www.saocamilo-sp.br/biblioteca/oai/index.php
http://www.scielo.br/pdf/tem/v12n23/v12n23a07.pdf
Textos Complementares para reflexão neste fórum:
http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/Topoi08/topoi8a5.pdf
http://www.pg.cefetpr.br/ppgep/Ebook/cd_Simposio/artigos/mesa_debates/art16.pdf
http://www.ceao.ufba.br/livrosevideos/pdf/uma%20historia%20do%20negro%20no%20brasil_cap07.pdf
As terras que fertilizavam o café estavam gastos, e a mão-de-obra escrava já estava dando prejuizos, e a vontade de derrotar a monarquia, aproveitaram-se da doença incuravel do Imperador D. Pedro II, e a questão de gênero não aceitando o posicionamento da Princesa Isabel em libertar os escravos, o golpe da República e o principal culpado pela desigualdade dos negros no Brasil. Será preciso passarmos por toda a historiografia do Brasil para que possamos entender ponto a ponto cada acontecimento da nossa História. Embreve darei outro curso somente sobre o café no Brasil e suas consequência, assim poderão entender a fundo tudo com certeza. deixarei aqui um link interessante para leitura.
http://www.espacoacademico.com.br/077/77res_fiabani.htm
pela cor de sua pele,
ou por sua origem, ou sua religião.
Para odiar, as pessoas precisam aprender,
e se elas aprendem a odiar,
podem ser ensinadas a amar,
pois o amor chega mais naturalmente
ao coração humano do que o seu oposto.
A bondade humana é uma chama que pode ser oculta,
jamais extinta".Nelson Mandela
Dândi Negro
Por Petrônio Domingues
Filho de ex-escravos nascido no fim do século 19, Lino Guedes destacou-se como jornalista, escritor e ativista político, respeitado entre a sociedade intelectual paulista.
É comum pensar que o negro depois da abolição da escravatura ? 13 de maio de 1888 ? ficou completamente a deriva, excluído do mercado de trabalho e da vida nacional. O retrato completo dessa explicação aponta para um negro anômalo: desempregado ou realizando serviços braçais, analfabeto, desarticulado social e politicamente, despreparado para o mundo civilizado e a vida moderna e, por fim, soterrado em seu complexo de inferioridade. Essa explicação esquemática, simplista e reducionista tem sua parcela de verdade, mas não é tudo que pode (e deve) ser dito acerca do destino dos ex-escravos e de seus descendentes. A história é mais complexa, multifacetada, contraditória e rica de fatos, cenários, personagens e contextos do que se imagina.
Além dos negros que ficaram marginalizados ? que por sinal foram muitos ? houve aqueles que também ascenderam social e culturalmente, destacando-se em profissões de prestígio, sendo reconhecidos em ambientes letrados e respeitados pelos mais diferentes extratos da sociedade. Um desses casos foi Lino de Pinto Guedes ? comumente conhecido como Lino Guedes ? nascido na cidade de Socorro, interior de São Paulo, em 24 de junho de 1897. Seus pais eram dois ex-escravos que levavam uma vida humilde e pacata. Quando recém-nascido perdeu o pai, o que fez com sua mãe ficasse responsável pela educação dele e de sua irmã, Gracinda Guedes. Com parcos recursos materiais, recebeu ajuda do ?coronel? Olympio Gonçalves dos Reis, um dos líderes políticos mais poderosos da cidade. Foi a partir dessa relação paternalista de ?proteção? e dependência desse coronel que Guedes conseguiu ingressar na escola, num período em que não era fácil arcar com as despesas dos estudos em que vários estabelecimentos de ensino de São Paulo (e de outros lugares do país) se recusavam a matricular crianças negras.
Depois de ter concluído o equivalente ao atual ensino fundamental, mudou-se para a cidade de campinas em 1912, a fim de dar continuidade aos estudos na escola normal e tornou-se professor. Na nova cidade, ampliou seu círculo de amizades, passou a freqüentar novos ambientes e descobriu outros horizontes culturais. Como resultado, desistiu da carreira de docente e assumiu a sua verdadeira vocação: o jornalismo. Seu primeiro emprego foi no jornal Diário do Povo, onde foi contratado como revisor auxiliar. Em seguida trabalhou no Correio de Campinas como revisor-chefe e na redação do Correio Popular.
Militância Escrita
Paralelamente ao trabalho na grande imprensa, dedicou-se a militância em defesa da ?classe dos homens de cor? (como se falava na época). Afinal, um de seus grandes sonhos era ver a elevação moral, social e cultural desse segmento populacional. Munido de muita disposição de luta e de um discurso cada vez mais racializado, freqüentou grêmios recreativos e eventos sociais da comunidade negra e, principalmente, engajou-se obstinadamente na chamada imprensa negra ? jornais criados por e para os afro-brasileiros. O primeiro desses jornais a contar com sua colaboração foi A União, em 1915, quando Guedes dava os primeiros passos na profissão. Em companhia de Gervásio de Morais e Benedito Florêncio, fundou o Getulino em 1923. vale ressaltar que, em termos de militância, sua grande inspiração foi o abolicionista negro Luis Gama, conhecido pelo apelido de Getulino. Foi, aliás, para homenageá-lo que Guedes convenceu os companheiros a escolher a alcunha como título do novo jornal. Mas esse, assim como outras publicações do gênero, não teve vida longa. Três anos depois Getulino encerrou suas atividades.
Tudo indica que Guedes passou a achar a cidade de campinas pequena para suas ambições pessoais e profissionais, por isso transferiu-se para a capital paulista ainda em 1926. Começou a trabalhar no Jornal do Comércio, tendo atuado, até o fim de sua vida, em vários órgãos da imprensa escrita: O Combate, A Razão, Correio Paulistano e, por último, Diário de São Paulo, no qual por vários anos chefiou o seu departamento de revisão. Essas várias mudanças de emprego podem evidenciar o quanto Guedes era respeitado e transitava no meio jornalístico de São Paulo, não lhe faltando oportunidade de trabalho.
Em São Paulo deu continuidade à sua militância em defesa dos direitos dos negros, participando de associações recreativas e reuniões sociais da comunidade negra, até que, em 1928 colaborou com Argentino Celso Wanderley na fundação do Progresso, jornal cujo objetivo declarado era angariar recursos para a construção de uma herma à Luis Gama. Nele, Guedes procurou convencer seu público leitor que suas propostas em prol da ascensão do negro eram as melhores. Baseavam-se num discurso moralizador, nacionalista, de valorização da raça, da educação formal e da cultura ocidental.
Declínio e Literatura
Devido a seus posicionamentos político-ideológicos, entrou em divergência com algumas das principais lideranças afro-paulistas. Fora acusado de ser arrogante, personalista e elitista, em descompasso com os anseios da maior parte da população negra. O fato é que, se, na época de sua chegada a capital, Guedes foi elogiado, depois passou a ser criticado, o que o fez perder cada vez mais espaço no movimento associativo da ?classe dos homens de cor?.
Simultaneamente a carreira profissional e ao engajamento político, ele também se dedicou ao mundo da literatura. Sua paixão era a poesia. E, ao traduzir em linguagem poética, seus desejos, sonhos, expectativas, alegrias e frustrações, Guedes notabilizou-se por escrever, o que foi denominado na literatura negra ? uma literatura produzida por afro-brasileiros voltada a tratar de suas questões. Suas primeiras poesias foram publicadas nos jornais da imprensa negra, tanto em Campinas quanto em São Paulo. Em 1924 publicou o livro Luís Gama e sua Individualidade Literária, como forma de render, mais uma vez, tributo ao seu maior ídolo. Dois anos depois deu-se o lançamento de Black, seu primeiro livro de poesia.
Segundo o prefaciador de uma de suas obras, ele escreveu o primeiro livro intrinsecamente getulino no Brasil, ou seja, um livro em nome da e para a comunidade negra. Essa opinião é de certa forma compartilhada por David Brookshaw, para quem Lino Guedes foi o primeiro poeta negro do Brasil a experimentar a alma de seu povo.
Texto publicado originalmente na revista Desvendando a História, no. 19
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=999
http://www.capoeirageraisantoniodias.com.br/historia_historico.htm
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-83332006000100014
Origens da roça negra
Comunidades negras rurais se multiplicaram em várias regiões mesmo depois de acabada a escravidão. A diversidade do fenômeno força uma revisão da idéia de quilombo
Flávio Gomes e Antonio Liberac C. S. Pires
http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=1297
Aprendendo a ser
Lea Rocchi Sales
negro: reinterpretações acerca da identidade étnica em São Cristóvão-MA
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da
Universidade de Brasília como requisito parcial para obtenção do título de mestre.
http://vsites.unb.br/ics/dan/Dissertacao226.pdf
No Brasil poucos são os trabalhos que retratam a condição do negro no pós-abolição. Deixo aqui links para que se possa fazer um embasamento téorico:
http://www.uss.br/web/arquivos/textos_historia/Carlos_Eduardo_Costa_Campesinato_Negro_no_PosAbolicao.pdf
http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/Topoi08/topoi8a5.pdf
http://www.uesc.br/eventos/cicloshistoricos/anais/adriana_silva_santos.pdf
http://www.abep.nepo.unicamp.br/encontro2008/docsPDF/ABEP2008_1269.pdf
http://www.saocamilo-sp.br/biblioteca/oai/index.php
http://www.scielo.br/pdf/tem/v12n23/v12n23a07.pdf
Textos Complementares para reflexão neste fórum:
http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/Topoi08/topoi8a5.pdf
http://www.pg.cefetpr.br/ppgep/Ebook/cd_Simposio/artigos/mesa_debates/art16.pdf
http://www.ceao.ufba.br/livrosevideos/pdf/uma%20historia%20do%20negro%20no%20brasil_cap07.pdf
As terras que fertilizavam o café estavam gastos, e a mão-de-obra escrava já estava dando prejuizos, e a vontade de derrotar a monarquia, aproveitaram-se da doença incuravel do Imperador D. Pedro II, e a questão de gênero não aceitando o posicionamento da Princesa Isabel em libertar os escravos, o golpe da República e o principal culpado pela desigualdade dos negros no Brasil. Será preciso passarmos por toda a historiografia do Brasil para que possamos entender ponto a ponto cada acontecimento da nossa História. Embreve darei outro curso somente sobre o café no Brasil e suas consequência, assim poderão entender a fundo tudo com certeza. deixarei aqui um link interessante para leitura.
http://www.espacoacademico.com.br/077/77res_fiabani.htm
domingo, 22 de agosto de 2010
Dicas da Profª Maria José Caldas de história do Negro pós Abolição (gpeconline)
A situação das crianças negras no Brasil
http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=523
http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/Topoi08/topoi8a5.pdf
http://www.labhstc.ufsc.br/pdf2007/47.47.pdf
Convenção relativa à escravatura
http://www.gddc.pt/siii/docs/dl14046.pdf
http://www.mp.pe.gov.br/uploads/85f5u0tVH-WpbdlZDfWG4w/PgKQ7cHOA_vjUqKpRLNQcQ/CONVENO_SOBRE_A_ESCRAVATURA_ASSINADA_EM_GENEBRA.doc
http://www.cedin.com.br/site/pdf/legislacao/pdf_tratados7/Conven%E7%E3o%20sobre%20a%20Escravatura.pdf
O Senado e a abolição da escravatura
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-do-senado-federal-do-brasil/senado-e-a-abolicao-da-escravatura.php
NEGROS NA BIENAL DO LIVRO EM SAO PAULO
http://www.jornow.com.br/jornow/noticia.php?emp=1183&num_release=25554
http://www.bahiaemfoco.com/portal/cultura/historias-de-negro-na-bienal-do-livro-de-sao-paulo.html
http://www.portalquadrangularbrasil.com.br/portalquadrangular/index.php?option=com_content&view=article&id=6809%3Aexposicao-conta-a-historia-dos-negros-no-futebol-brasileiro&catid=19%3Acultura&Itemid=21
http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=523
http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/Topoi08/topoi8a5.pdf
http://www.labhstc.ufsc.br/pdf2007/47.47.pdf
Convenção relativa à escravatura
http://www.gddc.pt/siii/docs/dl14046.pdf
http://www.mp.pe.gov.br/uploads/85f5u0tVH-WpbdlZDfWG4w/PgKQ7cHOA_vjUqKpRLNQcQ/CONVENO_SOBRE_A_ESCRAVATURA_ASSINADA_EM_GENEBRA.doc
http://www.cedin.com.br/site/pdf/legislacao/pdf_tratados7/Conven%E7%E3o%20sobre%20a%20Escravatura.pdf
O Senado e a abolição da escravatura
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-do-senado-federal-do-brasil/senado-e-a-abolicao-da-escravatura.php
NEGROS NA BIENAL DO LIVRO EM SAO PAULO
http://www.jornow.com.br/jornow/noticia.php?emp=1183&num_release=25554
http://www.bahiaemfoco.com/portal/cultura/historias-de-negro-na-bienal-do-livro-de-sao-paulo.html
http://www.portalquadrangularbrasil.com.br/portalquadrangular/index.php?option=com_content&view=article&id=6809%3Aexposicao-conta-a-historia-dos-negros-no-futebol-brasileiro&catid=19%3Acultura&Itemid=21
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Convenção relativa à escravatura
Convenção sobre a escravatura assinada em Genebra, em 25 de setembro de 1926. Aberta à assinatura ou à aceitação na sede da Organização das Nações Unidas (Nova York), em 7 de dezembro de 1953, e a Convenção Suplementar sobre a Abolição da Escravatura, do Tráfico de Escravos e das Instituições e Práticas Análogas à Escravatura, adotada em Genebra, a 7 de setembro de 1956.
http://www.direitoshumanos.usp.br/counter/Onu/Emprego_protecao/texto/texto_2.html
O Senado e a abolição da escravatura
Disponibiliza textos com informações sobre: adesão da princesa Isabel à causa abolicionista; esforço político e assinatura da Lei Áurea.
http://www.senado.gov.br/comunica/historia/nonas.htm
Portal Palmares
A Fundação Cultural Palmares é uma entidade pública vinculada ao Ministério da Cultura, que busca a preservação da cultura afro-brasileira. No site há publicações, legislação, indicação para outros sites e informações de projetos.
http://www.palmares.gov.br
Religião e cultura negra
http://www.museuafrobrasil.com.br/index_01.asp
Texto sobre as religiões africanas inseridas na América. Esclarece superficialmente como se originaram os dogmas, as doutrinas, as transformações e a diversidade de estilos existentes.
http://www.orixas.com.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=5&Itemid=6
Museu afrobrasil
http://www.museuafrobrasil.com.br/index_01.asp
Convenção sobre a escravatura assinada em Genebra, em 25 de setembro de 1926. Aberta à assinatura ou à aceitação na sede da Organização das Nações Unidas (Nova York), em 7 de dezembro de 1953, e a Convenção Suplementar sobre a Abolição da Escravatura, do Tráfico de Escravos e das Instituições e Práticas Análogas à Escravatura, adotada em Genebra, a 7 de setembro de 1956.
http://www.direitoshumanos.usp.br/counter/Onu/Emprego_protecao/texto/texto_2.html
O Senado e a abolição da escravatura
Disponibiliza textos com informações sobre: adesão da princesa Isabel à causa abolicionista; esforço político e assinatura da Lei Áurea.
http://www.senado.gov.br/comunica/historia/nonas.htm
Portal Palmares
A Fundação Cultural Palmares é uma entidade pública vinculada ao Ministério da Cultura, que busca a preservação da cultura afro-brasileira. No site há publicações, legislação, indicação para outros sites e informações de projetos.
http://www.palmares.gov.br
Religião e cultura negra
http://www.museuafrobrasil.com.br/index_01.asp
Texto sobre as religiões africanas inseridas na América. Esclarece superficialmente como se originaram os dogmas, as doutrinas, as transformações e a diversidade de estilos existentes.
http://www.orixas.com.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=5&Itemid=6
Museu afrobrasil
http://www.museuafrobrasil.com.br/index_01.asp
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
A minha pergunta é será que ela aprendeu a tratar as pessoas com respeito?
RS: mulher indenizará entregador em R$ 5 mil por racismo
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4618522-EI306,00-RS+mulher+indenizara+entregador+em+R+mil+por+racismo.html
RS: mulher indenizará entregador em R$ 5 mil por racismo
11 de agosto de 2010 • 21h02 Comentários
512Notícia
ReduzirNormalAumentarImprimirA Justiça do Rio Grande do Sul condenou nesta quarta-feira uma mulher a indenizar um entregador de jornal em R$ 5,1 mil por ofensas racistas. A decisão foi da 3ª Turma Recursal Cível do Estado, por unanimidade.
O entregador presenciou o filho da ré discutindo com um casal de namorados enquanto aguardava pelos jornais em um posto de gasolina em Porto Alegre. O filho, que estaria bêbado, importunava o casal. O namorado quebrou o para-brisa do veículo do filho da ré.
A mãe, ré na ação, exigiu que o posto pagasse os prejuízos. O entregador afirmou que o filho havia começado a confusão. Irritada, a mulher teria dito "quem tu pensas que é para te meter, seu negro sujo? Tu tens mais é que entregar jornais".
Em contestação, a ré disse que não tinha intenção de ofender, afirmou que está em tratamento psiquiátrico e que sofre de transtorno bipolar. Segundo o relator, Eugênio Facchini Neto, o fato de a ré estar em terapia não a torna seus atos irresponsáveis.
"A condenação, relativamente à qual ela se resignou, talvez até ajude na sua terapia, reforçando o convencimento de que deve efetivamente procurar conter-se, sob pena de vir a sofrer outras consequências semelhantes", disse Neto.
A Justiça havia condenado inicialmente a mulher a pagar uma indenização de R$ 1 mil. O entregador recorreu e a justiça aumentou o valor para R$ 5,1 mil (equivalente a 10 salários mínimos).
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4618522-EI306,00-RS+mulher+indenizara+entregador+em+R+mil+por+racismo.html
RS: mulher indenizará entregador em R$ 5 mil por racismo
11 de agosto de 2010 • 21h02 Comentários
512Notícia
ReduzirNormalAumentarImprimirA Justiça do Rio Grande do Sul condenou nesta quarta-feira uma mulher a indenizar um entregador de jornal em R$ 5,1 mil por ofensas racistas. A decisão foi da 3ª Turma Recursal Cível do Estado, por unanimidade.
O entregador presenciou o filho da ré discutindo com um casal de namorados enquanto aguardava pelos jornais em um posto de gasolina em Porto Alegre. O filho, que estaria bêbado, importunava o casal. O namorado quebrou o para-brisa do veículo do filho da ré.
A mãe, ré na ação, exigiu que o posto pagasse os prejuízos. O entregador afirmou que o filho havia começado a confusão. Irritada, a mulher teria dito "quem tu pensas que é para te meter, seu negro sujo? Tu tens mais é que entregar jornais".
Em contestação, a ré disse que não tinha intenção de ofender, afirmou que está em tratamento psiquiátrico e que sofre de transtorno bipolar. Segundo o relator, Eugênio Facchini Neto, o fato de a ré estar em terapia não a torna seus atos irresponsáveis.
"A condenação, relativamente à qual ela se resignou, talvez até ajude na sua terapia, reforçando o convencimento de que deve efetivamente procurar conter-se, sob pena de vir a sofrer outras consequências semelhantes", disse Neto.
A Justiça havia condenado inicialmente a mulher a pagar uma indenização de R$ 1 mil. O entregador recorreu e a justiça aumentou o valor para R$ 5,1 mil (equivalente a 10 salários mínimos).
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Qual a condição das mulheres negras na era Contemporânea?
retirado do site - http://gpeconline.tempsite.ws/moodle/mod/forum/view.php?id=9883
Algumas Mulheres....
Antonieta de Barros - primeira deputada negra
Ao longo de sua vida, Antonieta atuou como professora, jornalista e escritora. Como tal, destacou-se, entre outros aspectos, pela coragem de expressar suas idéias dentro de um contexto histórico que não permitia às mulheres a livre expressão. Antonieta de Barros notabilizou-se por ter sido a primeira deputada estadual negra do país e primeira deputada mulher do estado de Santa Catarina. Eleita em 1934 pelo Partido Liberal Catarinense, foi constituinte em 1935. Atuou na assembléia legislativa catarinense até 1937, quando teve início a ditadura do Estado Novo. Com o fim do regime ditatorial, ela se candidatou pelo Partido Social Democrático e foi eleita novamente em 1947, desta vez como suplente.
Luiza Mahin: mulher guerreira
Esta africana guerreira teve importante papel na Revolta dos Malês. Pertencente à etnia jeje, alguns afirmam que ela foi transportada para o Brasil, como escrava; outros se referem a ela como sendo natural da Bahia e tendo nascido livre por volta de 1812. Em 1830 deu a luz a um filho, Luis Gama, que mais tarde se tornaria poeta e abolicionista e escreveria as seguintes palavras sobre sua mãe: ‘‘Sou filho natural de uma negra africana, livre, da nação nagô, de nome Luiza Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã’’. Luiza Mahin foi uma mulher inteligente e rebelde. Sua casa tornou-se quartel general das principais revoltas negras que ocorreram em Salvador em meados do século XIX, dentre elas a chamada Grande Insurreição, de 1835. Luiza conseguiu escapar da violenta repressão desencadeada pelo Governo da Província e partiu para o Rio de Janeiro, onde também parece ter participado de outras rebeliões negras, sendo por isso presa e, possivelmente, deportada para a África.
Primeira juíza negra do país lança livro sobre o negro no século XXI
http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=34009&mdl=49
Santa de casa
A juíza baiana Luislinda Santos, 66, decretou a primeira sentença aos 9 anos, numa aula de matemática. A filha de Luiz, motorneiro de bonde (responsável por recolocar o carro elétrico no trilho), e da costureira Lindaura estava contente com o compasso de madeira que seu pai havia comprado à custa de muito suor. Quando o professor viu que o material não era de plástico, soltou: “Você não devia estar estudando, e sim cozinhando feijoada para branca!”. Ainda hoje, 57 anos depois, os olhos da primeira juíza negra e de cabelo rastafári do Brasil se enchem de lágrimas ao lembrar da cena que definiu seu futuro: “Vou ser juíza para te prender!”, sentenciou. Luislinda não é mulher de desonrar palavra, mas resolveu usar o poder com gente mais precisada.
Lavadeira miss
Filha de Iansã, orixá do candomblé que simboliza a encarnação de tempestades e raios, ela criou, em 2003, o projeto Balcão de Justiça e Cidadania (em parceria com a Fundação Norberto Odebrecht), que resolve conflitos de populações de bairros pobres de Salvador, áreas de remanescentes dos quilombos e comunidades indígenas. Por feitos como esse, tem passagem livre em lugares como o bairro da Paz, a região mais violenta da capital baiana. Mas não é de agora que Luislinda gosta de desafio. Aos 7 anos, lavava fraldas para pagar o curso de datilografia. Aos 15, com a morte da mãe, virou chefe da casa que dividia com três irmãos e o pai. Na escola, era a primeira da sala. Antes de cursar direito, foi eleita Miss-Mulata Bahia e estudou teatro e filosofia. Em 1991, passou em primeiro lugar no concurso nacional para advogado geral da União. Virou juíza em 1984 e até hoje não abre mão de seus colares de conta do candomblé nas audiências. “Só de olhar, sei se uma testemunha vai mentir”, garante. Luislinda já não participa dos projetos que criou, escreve um livro sobre a influência negra nas metrópoles e passa férias na casa do único filho, em Aracaju (SE). Com a consciência apoiada num confortável travesseiro, ela dorme tranqüila.
Primeira juíza negra do país lança livro sobre o negro no século XXI
http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=34009&mdl=49
Santa de casa
A juíza baiana Luislinda Santos, 66, decretou a primeira sentença aos 9 anos, numa aula de matemática. A filha de Luiz, motorneiro de bonde (responsável por recolocar o carro elétrico no trilho), e da costureira Lindaura estava contente com o compasso de madeira que seu pai havia comprado à custa de muito suor. Quando o professor viu que o material não era de plástico, soltou: “Você não devia estar estudando, e sim cozinhando feijoada para branca!”. Ainda hoje, 57 anos depois, os olhos da primeira juíza negra e de cabelo rastafári do Brasil se enchem de lágrimas ao lembrar da cena que definiu seu futuro: “Vou ser juíza para te prender!”, sentenciou. Luislinda não é mulher de desonrar palavra, mas resolveu usar o poder com gente mais precisada.
Lavadeira miss
Filha de Iansã, orixá do candomblé que simboliza a encarnação de tempestades e raios, ela criou, em 2003, o projeto Balcão de Justiça e Cidadania (em parceria com a Fundação Norberto Odebrecht), que resolve conflitos de populações de bairros pobres de Salvador, áreas de remanescentes dos quilombos e comunidades indígenas. Por feitos como esse, tem passagem livre em lugares como o bairro da Paz, a região mais violenta da capital baiana. Mas não é de agora que Luislinda gosta de desafio. Aos 7 anos, lavava fraldas para pagar o curso de datilografia. Aos 15, com a morte da mãe, virou chefe da casa que dividia com três irmãos e o pai. Na escola, era a primeira da sala. Antes de cursar direito, foi eleita Miss-Mulata Bahia e estudou teatro e filosofia. Em 1991, passou em primeiro lugar no concurso nacional para advogado geral da União. Virou juíza em 1984 e até hoje não abre mão de seus colares de conta do candomblé nas audiências. “Só de olhar, sei se uma testemunha vai mentir”, garante. Luislinda já não participa dos projetos que criou, escreve um livro sobre a influência negra nas metrópoles e passa férias na casa do único filho, em Aracaju (SE). Com a consciência apoiada num confortável travesseiro, ela dorme tranqüila.
Primeira juíza negra do país lança livro sobre o negro no século XXI
http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=34009&mdl=49
Santa de casa
A juíza baiana Luislinda Santos, 66, decretou a primeira sentença aos 9 anos, numa aula de matemática. A filha de Luiz, motorneiro de bonde (responsável por recolocar o carro elétrico no trilho), e da costureira Lindaura estava contente com o compasso de madeira que seu pai havia comprado à custa de muito suor. Quando o professor viu que o material não era de plástico, soltou: “Você não devia estar estudando, e sim cozinhando feijoada para branca!”. Ainda hoje, 57 anos depois, os olhos da primeira juíza negra e de cabelo rastafári do Brasil se enchem de lágrimas ao lembrar da cena que definiu seu futuro: “Vou ser juíza para te prender!”, sentenciou. Luislinda não é mulher de desonrar palavra, mas resolveu usar o poder com gente mais precisada.
Lavadeira miss
Filha de Iansã, orixá do candomblé que simboliza a encarnação de tempestades e raios, ela criou, em 2003, o projeto Balcão de Justiça e Cidadania (em parceria com a Fundação Norberto Odebrecht), que resolve conflitos de populações de bairros pobres de Salvador, áreas de remanescentes dos quilombos e comunidades indígenas. Por feitos como esse, tem passagem livre em lugares como o bairro da Paz, a região mais violenta da capital baiana. Mas não é de agora que Luislinda gosta de desafio. Aos 7 anos, lavava fraldas para pagar o curso de datilografia. Aos 15, com a morte da mãe, virou chefe da casa que dividia com três irmãos e o pai. Na escola, era a primeira da sala. Antes de cursar direito, foi eleita Miss-Mulata Bahia e estudou teatro e filosofia. Em 1991, passou em primeiro lugar no concurso nacional para advogado geral da União. Virou juíza em 1984 e até hoje não abre mão de seus colares de conta do candomblé nas audiências. “Só de olhar, sei se uma testemunha vai mentir”, garante. Luislinda já não participa dos projetos que criou, escreve um livro sobre a influência negra nas metrópoles e passa férias na casa do único filho, em Aracaju (SE). Com a consciência apoiada num confortável travesseiro, ela dorme tranqüila.
Leia também
O ARQUÉTIPO FEMININO NEGRO NOS TRÓPICOS DA SENSUALIDADE: UM
OLHAR LITERÁRIO E HISTORIOGRÁFICO ACERCA DAS RELAÇÕES DE PODER
NO COTIDIANO BRASILEIRO-COLONIZADO
http://www.cerescaico.ufrn.br/mneme/anais/st_trab_pdf/pdf_5/harriet_st5.pdf
Aprofunde em
http://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/cp/arquivos/961.pdf
Algumas Mulheres....
Antonieta de Barros - primeira deputada negra
Ao longo de sua vida, Antonieta atuou como professora, jornalista e escritora. Como tal, destacou-se, entre outros aspectos, pela coragem de expressar suas idéias dentro de um contexto histórico que não permitia às mulheres a livre expressão. Antonieta de Barros notabilizou-se por ter sido a primeira deputada estadual negra do país e primeira deputada mulher do estado de Santa Catarina. Eleita em 1934 pelo Partido Liberal Catarinense, foi constituinte em 1935. Atuou na assembléia legislativa catarinense até 1937, quando teve início a ditadura do Estado Novo. Com o fim do regime ditatorial, ela se candidatou pelo Partido Social Democrático e foi eleita novamente em 1947, desta vez como suplente.
Luiza Mahin: mulher guerreira
Esta africana guerreira teve importante papel na Revolta dos Malês. Pertencente à etnia jeje, alguns afirmam que ela foi transportada para o Brasil, como escrava; outros se referem a ela como sendo natural da Bahia e tendo nascido livre por volta de 1812. Em 1830 deu a luz a um filho, Luis Gama, que mais tarde se tornaria poeta e abolicionista e escreveria as seguintes palavras sobre sua mãe: ‘‘Sou filho natural de uma negra africana, livre, da nação nagô, de nome Luiza Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã’’. Luiza Mahin foi uma mulher inteligente e rebelde. Sua casa tornou-se quartel general das principais revoltas negras que ocorreram em Salvador em meados do século XIX, dentre elas a chamada Grande Insurreição, de 1835. Luiza conseguiu escapar da violenta repressão desencadeada pelo Governo da Província e partiu para o Rio de Janeiro, onde também parece ter participado de outras rebeliões negras, sendo por isso presa e, possivelmente, deportada para a África.
Primeira juíza negra do país lança livro sobre o negro no século XXI
http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=34009&mdl=49
Santa de casa
A juíza baiana Luislinda Santos, 66, decretou a primeira sentença aos 9 anos, numa aula de matemática. A filha de Luiz, motorneiro de bonde (responsável por recolocar o carro elétrico no trilho), e da costureira Lindaura estava contente com o compasso de madeira que seu pai havia comprado à custa de muito suor. Quando o professor viu que o material não era de plástico, soltou: “Você não devia estar estudando, e sim cozinhando feijoada para branca!”. Ainda hoje, 57 anos depois, os olhos da primeira juíza negra e de cabelo rastafári do Brasil se enchem de lágrimas ao lembrar da cena que definiu seu futuro: “Vou ser juíza para te prender!”, sentenciou. Luislinda não é mulher de desonrar palavra, mas resolveu usar o poder com gente mais precisada.
Lavadeira miss
Filha de Iansã, orixá do candomblé que simboliza a encarnação de tempestades e raios, ela criou, em 2003, o projeto Balcão de Justiça e Cidadania (em parceria com a Fundação Norberto Odebrecht), que resolve conflitos de populações de bairros pobres de Salvador, áreas de remanescentes dos quilombos e comunidades indígenas. Por feitos como esse, tem passagem livre em lugares como o bairro da Paz, a região mais violenta da capital baiana. Mas não é de agora que Luislinda gosta de desafio. Aos 7 anos, lavava fraldas para pagar o curso de datilografia. Aos 15, com a morte da mãe, virou chefe da casa que dividia com três irmãos e o pai. Na escola, era a primeira da sala. Antes de cursar direito, foi eleita Miss-Mulata Bahia e estudou teatro e filosofia. Em 1991, passou em primeiro lugar no concurso nacional para advogado geral da União. Virou juíza em 1984 e até hoje não abre mão de seus colares de conta do candomblé nas audiências. “Só de olhar, sei se uma testemunha vai mentir”, garante. Luislinda já não participa dos projetos que criou, escreve um livro sobre a influência negra nas metrópoles e passa férias na casa do único filho, em Aracaju (SE). Com a consciência apoiada num confortável travesseiro, ela dorme tranqüila.
Primeira juíza negra do país lança livro sobre o negro no século XXI
http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=34009&mdl=49
Santa de casa
A juíza baiana Luislinda Santos, 66, decretou a primeira sentença aos 9 anos, numa aula de matemática. A filha de Luiz, motorneiro de bonde (responsável por recolocar o carro elétrico no trilho), e da costureira Lindaura estava contente com o compasso de madeira que seu pai havia comprado à custa de muito suor. Quando o professor viu que o material não era de plástico, soltou: “Você não devia estar estudando, e sim cozinhando feijoada para branca!”. Ainda hoje, 57 anos depois, os olhos da primeira juíza negra e de cabelo rastafári do Brasil se enchem de lágrimas ao lembrar da cena que definiu seu futuro: “Vou ser juíza para te prender!”, sentenciou. Luislinda não é mulher de desonrar palavra, mas resolveu usar o poder com gente mais precisada.
Lavadeira miss
Filha de Iansã, orixá do candomblé que simboliza a encarnação de tempestades e raios, ela criou, em 2003, o projeto Balcão de Justiça e Cidadania (em parceria com a Fundação Norberto Odebrecht), que resolve conflitos de populações de bairros pobres de Salvador, áreas de remanescentes dos quilombos e comunidades indígenas. Por feitos como esse, tem passagem livre em lugares como o bairro da Paz, a região mais violenta da capital baiana. Mas não é de agora que Luislinda gosta de desafio. Aos 7 anos, lavava fraldas para pagar o curso de datilografia. Aos 15, com a morte da mãe, virou chefe da casa que dividia com três irmãos e o pai. Na escola, era a primeira da sala. Antes de cursar direito, foi eleita Miss-Mulata Bahia e estudou teatro e filosofia. Em 1991, passou em primeiro lugar no concurso nacional para advogado geral da União. Virou juíza em 1984 e até hoje não abre mão de seus colares de conta do candomblé nas audiências. “Só de olhar, sei se uma testemunha vai mentir”, garante. Luislinda já não participa dos projetos que criou, escreve um livro sobre a influência negra nas metrópoles e passa férias na casa do único filho, em Aracaju (SE). Com a consciência apoiada num confortável travesseiro, ela dorme tranqüila.
Primeira juíza negra do país lança livro sobre o negro no século XXI
http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=34009&mdl=49
Santa de casa
A juíza baiana Luislinda Santos, 66, decretou a primeira sentença aos 9 anos, numa aula de matemática. A filha de Luiz, motorneiro de bonde (responsável por recolocar o carro elétrico no trilho), e da costureira Lindaura estava contente com o compasso de madeira que seu pai havia comprado à custa de muito suor. Quando o professor viu que o material não era de plástico, soltou: “Você não devia estar estudando, e sim cozinhando feijoada para branca!”. Ainda hoje, 57 anos depois, os olhos da primeira juíza negra e de cabelo rastafári do Brasil se enchem de lágrimas ao lembrar da cena que definiu seu futuro: “Vou ser juíza para te prender!”, sentenciou. Luislinda não é mulher de desonrar palavra, mas resolveu usar o poder com gente mais precisada.
Lavadeira miss
Filha de Iansã, orixá do candomblé que simboliza a encarnação de tempestades e raios, ela criou, em 2003, o projeto Balcão de Justiça e Cidadania (em parceria com a Fundação Norberto Odebrecht), que resolve conflitos de populações de bairros pobres de Salvador, áreas de remanescentes dos quilombos e comunidades indígenas. Por feitos como esse, tem passagem livre em lugares como o bairro da Paz, a região mais violenta da capital baiana. Mas não é de agora que Luislinda gosta de desafio. Aos 7 anos, lavava fraldas para pagar o curso de datilografia. Aos 15, com a morte da mãe, virou chefe da casa que dividia com três irmãos e o pai. Na escola, era a primeira da sala. Antes de cursar direito, foi eleita Miss-Mulata Bahia e estudou teatro e filosofia. Em 1991, passou em primeiro lugar no concurso nacional para advogado geral da União. Virou juíza em 1984 e até hoje não abre mão de seus colares de conta do candomblé nas audiências. “Só de olhar, sei se uma testemunha vai mentir”, garante. Luislinda já não participa dos projetos que criou, escreve um livro sobre a influência negra nas metrópoles e passa férias na casa do único filho, em Aracaju (SE). Com a consciência apoiada num confortável travesseiro, ela dorme tranqüila.
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OLHAR LITERÁRIO E HISTORIOGRÁFICO ACERCA DAS RELAÇÕES DE PODER
NO COTIDIANO BRASILEIRO-COLONIZADO
http://www.cerescaico.ufrn.br/mneme/anais/st_trab_pdf/pdf_5/harriet_st5.pdf
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http://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/cp/arquivos/961.pdf
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